|
Sexta-feira, 22 de agosto, 19 horas. Toca o telefone pessoal do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim. Do outro lado, uma pessoa que não quis se identificar. A única frase que dita é: “O delegado Barenco acabou de dançar!!!”
Rubim fica louco, e telefona para todos seus contatos. Ninguém sabe o paradeiro de Barenco. Cerca de meia hora depois o delegado geral de polícia liga para Rubim, no estilo Barenco, sorrindo e dizendo... “calma Rubim... não se preocupe porque que toda semana eu não passo de um domingo!” O fato é real!!! Ocorreu mesmo na semana passada, e foi considerado a gota d’água de todos os casos de ameaça a autoridades alagoanas. O estopim do secretário chegou ao fim e agora começa a engrossar o caldo.
Rapidamente Rubim acionou agentes do Tigre. Horas depois foi realizado um monitoramento e o telefone foi identificado. De acordo com informações o telefone era de uma casa no litoral sul que pertence a um deputado estadual.
No sábado, policiais realizaram uma busca e apreensão no local identificado. 1 pessoa que não teve a identidade revelada foi detida e atualmente está na carceragem do TIGRE sob sigilo.
A cúpula se nega a falar sobre o assunto. Nem polícia civil nem o secretário Rubim topam se pronunciar. Mas a prisão ocorreu de fato. A pessoa presa não teve o nome relevado para não atrapalhar as investigações. A polícia federal já foi comunicada e já participa do inquérito dando apoio logístico e de inteligência.
Além da ameaça da última sexta-feira, a polícia investiga mais telefonemas que tiveram a mesma origem. O objetivo é ligar as ligações com ameaças recentes recebidas pela mãe do delegado Barenco no Rio de Janeiro, e com um recente plano descoberto pela cúpula para matar o delegado geral. Plano esse que envolve um delegado de polícia civil, que está afastado, que ficou puto após Barenco descobrir cemitérios clandestinos em Pernambuco que estava a serviço desse delegado.
È triste mas tudo isso é verdade. O silêncio do delegado Barenco tem um motivo: é muito tenso os bastidores da cúpula de segurança. É um momento delicado. As ameaças são quase diárias. A cabeça do delegado geral de polícia está a prêmio sob um valor de até 100 mil reais. A polícia descobriu que a estratégia parece ser provocar o medo... o terror. Desgastar a imagem aos pocuos e dar o bote quando menos se esperar.
Nos próximos dias o deputado deve ser intimado a comparecer a sede da polícia civil em Maceió para esclarecer o fato. Possivelmente, antes disso, algo grande deve ocorrer! Rubim deu seu recado... ouça quem quiser ouvir... as coisas vão mudar!!! |